CINEMA

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Quem me conhece sabe que se tem uma coisa que eu odeio 100%, essa coisa se chama cinema. Não os filmes em si, mas o ato de ir ao cinema me irrita bastante. Eu odeio tanto ir ao cinema que, nos meus 34 anos de vida eu fui apenas 6 vezes. Sim, SEIS vezes.

No mês passado fui ao cinema com o meu sobrinho de 5 anos. Ele queria ver “Jurassic World”. O interessante é que o filme é para crianças, mas os trailers não. Eles não colocam só trailer de filme infantil e muita coisa acaba assustando as crianças. Tem sangue, brigas, palavrões, Lazaro Ramos e etc.

Acho que se o filme é infantil, o esquema de meia entrada deveria ser ao contrário. Adultos pagam meia e crianças pagam inteira, afinal, quem é que está interessado no filme?

No cinema não existe coisa mais clichê que a pipoca. A pipoca é a estrela do cinema. Parece que é uma obrigação comprar a pipoca. As pessoas te julgam se você está no cinema sem a merda da pipoca.

– Olha aquele cara ali.
– O que tem?
– Ta sem pipoca.
– Nossa, que escroto.

Parece que você cometeu um crime.

E o preço da pipoca? É quase o preço do filme. Eu acabei dando sorte porque meu sobrinho não quis. Se ele quisesse íamos ter que negociar.

“Felipe, a pipoca ta um pouco cara, você não prefere um playstation?”.

Não sei se vocês já perceberam mas a pipoca não costuma durar muito tempo, me levando a crer que na verdade a gente compra a pipoca pra comer assistindo ao trailer. Quando o filme começa a única coisa que resta na sua mão é a gordura, que a gente acaba discretamente limpando na poltrona.

E no cinema 3D? Experimente tirar os óculos numa cena de ação só para observar as pessoas ao seu redor. Parece um bando de retardado tentando se esquivar das coisas.

Uma das coisas que me fazem odiar ir ao cinema é o barulho.

Sempre tem aquela pessoa que já viu o filme e resolve ir de novo só pra atrapalhar.

– Vai ver o mesmo filme?
– Dessa vez eu não vou ver, vou só fuder a vida das pessoas.

Aí ela resolve comentar o que vai acontecer em cada cena.

“Agora ele vai atirar”.

“Você ta achando que ele morreu, mas ele não morreu não”.

“Agora vai explodir o carro”.

Quando essas coisas acontecem a gente começa a repensar na questão da pena de morte no Brasil.

E o barulho das embalagens? Dessa ultima vez, a mulher que estava atrás de mim levou umas 76 crianças e junto delas, 36 sacolas contendo, 157 pacotes de salgadinho, 83 pacotes de bolacha, 85 chocolates, 273 caixinhas de suco, daqueles com canudinho que é pra criança poder fazer um pouco mais de barulho quando o liquido chega ao fim. A mulher trouxe tanta sacola que eu achei que ela fosse morar ali.

– Oi amiga, quanto tempo.
– Pois é, me mudei.
– Que legal, ta morado onde?
– No cinemark, sala 5. Passa lá pra comer um biscoito.

E a tosse? Ahh, a tosse. O cinema está num silêncio absoluto. Ninguém se mexe e ninguém respira, mas basta alguém dar uma tossidinha de leve, para o cinema se transformar na orquestra sinfônica da tuberculose. Parece que as pessoas estavam segurando a tosse, tipo, “eu não vou ser o primeiro”.  Quando o primeiro tosse, vira uma espécie de gincana.

– COF, COF… VALENDO!!!

COF, COF, COF, COF, COF, COF, COF, COF, COF, COF, COF, COF, COF.

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